Tatiane Freitas

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Tatiane Freitas (n. 1985, Brasil) vive e trabalha em São Paulo.                               

Tatiane Freitas é graduada em Desenho de Moda pela Faculdade Santa Marcelina (FASM), em São Paulo (2010), e cursa pós-graduação em Neurociência e Comportamento na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Desenvolve uma prática centrada na investigação de tempo, memória e percepção, transitando entre escultura e desenho expandido. Sua pesquisa se baseia em diálogos com a filosofia, a psicanálise e a física para examinar como estruturas e sistemas moldam a experiência contemporânea, produzindo formas que emergem de deslocamentos, repetição e rupturas.

Entre suas exposições individuais recentes estão: Natureza da Realidade, na Galeria Luis Maluf, São Paulo (2025); The Hole Which Remains, na Galeria Guy Hepner, Nova York (2023); e Natureza da Realidade, na Galeria Luis Maluf, São Paulo (2022). Participou também de exposições coletivas como: Contínua (Galeria Luis Maluf, 2022); O Instante Já Passou (Galeria Luis Maluf, 2021); Tangentes (Galeria Luis Maluf, 2021); Emergência (Espaço Art, 2021); Clairvoyance (Galeria Guy Hepner, Nova York, 2016); e Edición Número Cero La Habana (Museo Cas­­­a de México Benito Juárez, Havana, 2013), onde seu trabalho foi adquirido pela instituição.

  1. Statement

Freitas desenvolve uma prática que investiga as estruturas que organizam a percepção contemporânea, tomando arquiteturas, padrões e grades como dispositivos que configuram a forma como vemos e habitamos o espaço. Interessa-lhe o que sustenta a imagem sem se afirmar como figura: o vazio como elemento estrutural, a repetição como campo, o sistema como matéria. Ao introduzir deslocamentos sutis em estruturas regulares, produz falhas que desestabilizam a leitura  imediata e expõem a fragilidade da ordem.

Seu trabalho se constrói por meios mínimos, onde subtração e sobreposição geram campos de tensão entre transparência e densidade. Ao operar no limite do quase visível, suas obras instauram situações de percepção em suspensão, nas quais pequenas variações reorganizam o olhar. Nesse intervalo, a forma não se impõe; ela emerge, ativada pela experiência e pela memória de quem observa.