Alessandro Corrêa
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Alessandro Corrêa (1975, Juiz de Fora, MG, Brasil) vive e trabalha em São Paulo. Formado em Tecnologias da Comunicação (CST em Vídeo, TV e Cinema, Universidade Salgado de Oliveira – Universo), é mestre e doutor em Artes Visuais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em 2025, realizou sua primeira exposição individual, A memória é uma ilha de invenção (Sesc Maringá), reunindo pinturas, desenhos e instalações que dialogam com a linguagem poética de Waly Salomão, evidenciando seu interesse por procedimentos de montagem, pela dimensão sensorial da palavra e pela incorporação de gesto, ritmo e corpo como operadores formais do trabalho visual. Participou das coletivas 4ª edição do Festival Vórtice (São Paulo, 2025), Arte Encontro em Algazarra (Espaço Um55, São Paulo, 2025), Resiliências (MIS Campinas, 2024) e Arte para Desconfinar (Unicamp, 2020).
A produção de Alessandro Corrêa estrutura-se a partir de experiências marcadas pela dissidência sexual e de gênero, mobilizadas como chave analítica para investigar corpo, desejo e identidade. Atua principalmente no campo da pintura (óleo, acrílica, têmpera vinílica, nanquim) e do desenho (grafite) e guache, além de projetos site-specific. Muitas de suas obras organizam-se em séries que exploram recorrências cromáticas e formais, com variações de fatura e procedimentos de montagem, estabelecendo relações internas de contraste e aproximação. Em trabalhos mais recentes, o artista intensifica o uso de recortes, tecidos e sobreposições de camadas de tinta, explorando pinceladas incisivas, cores saturadas, recortes e inserções têxteis, produzindo superfícies densas e instáveis. Sexualidade, religiosidade e violência emergem em sua obra como campos simbólicos, revelando conflitos, ambivalências e disputas em torno da representação do corpo e do desejo.